quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Degusta-me!



Degusta-me bem devagar.
Hoje quero teu carinho.
Me faz beber, te ver, dançar,
que eu tiro a roupa do teu caminho.
Grudemos os nossos corpos,
os nossos dedos descendo então.
Cabelos, pescoço, tronco,
unhas e línguas,
beijos e mãos.
A unha suave,
o arrepio.
Massagem e pele,
não dê um pio.
Quero gemidos, sorriso e tempo.
O vento leve na água a frio.
Calor crescendo dentro da pele,
vontade louca de entrar lá.
Entremos devagarinho.
Buraco negro do infinito.
Dançando em cima,
meu corpo, insisto.
E você embaixo,
crescendo o ritmo.
Acelerando,
agora é fúria,
tesão, encanto,
amor, luxúria.
Gozemos juntos,
vem, meu amor,
te quero sempre,
com muito ardor.
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É uma ordem nenem???

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A menina pintadinha


Primeiro foi o sorriso de sapeca (dela) que me conquistou, depois reparei que aquelas sardas eram um charme e os cachos que lhe caiam na testa completava toda beleza e delicadeza daquele rosto.
Então veio o bom papo, o bom humor, uma leveza e alegria que transpassaram a tela do monitor e eu pensei que uma bela amizade nascia ali.

Depois de um tempo, houve a necessidade de um encontro real, de uma amizade onde o papo fosse olho no olho. Houve uma necessidade de contato, de dividir uma skol, uma coca-cola e junto com essa necessidade a oportunidade desse encontro.
Chamei e ela veio, dividi meus amigos com ela, ela somou, acrescentou, me encantou e então eu me apaixonei.
K e C que me perdoem, mas depois de R eu brochei pra elas. A mulher me chama com os olhos, me toca, me faz suspirar apenas com seu cheiro, com aquela boquinha de quem quer um beijo, mas o nega, me faz implorar sem dizer uma só palavra, quando ela mesma o deseja tanto quanto eu.
Quando suas mãos percorrem meu corpo é minha alma que treme, minha carne queima e meu espirito se eleva.
Quando ela sussurra em meus ouvidos seus desejos mais íntimos todo meu corpo entra em transe, e eu sei que todo esse sentimento é um abismo, mas me joguei, sem medo de ser infeliz, pois no momento ela me faz MUITO feliz e eu não vou sofrer por antecedência.
Menina eu te amo!
(em todos os sentidos)
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Te dedico MINHA linda!


Vênus
Paulinho Moska
Composição: Moska

Quando a sua voz me falou: vamos
Eu vi deus sentado em seu trono: vênus
A religião que nós dois inventamos
Merece um definitivo talvez... pelo menos

Perceba que o que me configura
É sempre essa beleza
Que jorra do seu jeito de olhar
Do seu jeito de dar amor
Me dar amor

Não te dei nada que seja impuro
No futuro também vai ser assim
Se hoje amanheceu um dia escuro
Foi porque capturei o sol pra mim

Perceba que o que te configura
É sempre essa beleza
Que jorra do meu jeito de olhar
Do meu jeito de dar amor
Te dar amor

Perceba que o que nos configura
É sempre essa beleza
Que jorra do nosso jeito de olhar
Nosso jeito de dar amor
Nos dar amor

Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.

O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.

domingo, 22 de novembro de 2009

K & C Tesões da minha vida


K e C me piram, por completo.
Passei o find com C, sexta-feira não suportei a saudades daquela branquela doida e fui com meus fiotes pra casa dela. Cheguei lá antes dela chegar do trabalho, esperei-a assistindo TV e quando ela chegou ganhei aquele delicioso abraço de amiga saudosa.
É eu sou amiga chiclet, carinhosa, carente e safada. Adoro dormir com uma amiga, adoro ficar conversando fiado, enquanto faço um cafuné ou massagem nos pés da amiga e foi assim que dormi com C.
No sábado almocei com ela, ouvimos músicas, ela me apresentou umas bandas que nunca havia escutado antes, e enquanto ela cozinhava, eu deitada no chão ficava olhando pras perninhas branquelas dela( é K, me perdoe, mas sabe como admiro uma pele branca). Foi um sábado gostoso, apesar de eu estar mais calada do que o normal eu estava feliz, até quando estou triste fico feliz por ter uma amiga por perto. E C é perfeita por que é carinhosa, inteligente e doida. Doida mesmo, amo a piração e agitação dela, ah e quando ela fica cantando em inglês eu fico meio excitada(desculpa aí K!, mas é involuntário). Dormi novamente com C, ela bebeu todas, sentiu uma repentina saudades de K (com quem está terminada), inventou que iria ao encontro dela, altas horas, bebada... mas no caminho da sala pra porta brigou com o filhotinho e desistiu de ir ver K, deitou trêbada do meu lado, eu tentei me aproveitar sexualmente dela(desculpa aí novamente K!), mas ela me disse pra gente não sair, fingir que tinha saído e ficar ali mesmo pois pareceria que tinhamos saído. Bom se vocês não entenderam, não se preocupem, eu também não entendi, ja disse né, C é pirada, mas desisti de me aproveitar dela, lhe dei um beijinho no rosto e dormi.
Domingo(hj), aconteceram umas coisas ruins eu chorei muito, conversei com C, ganhei carinho, beijinhos(delícia!) e depois fiquei bem, aí quem me liga?, quem???
K, mandei ela ir lá na C pra me ver, K e C, como eu amo essas duas, juntas ou separadas, tanto faz, as amo demais!!!!
K chegou toda delícia, queimadinha de sol, pernoquinhas de fora, haja coração!!!( desculpa aí C), entrou e depois de uns papinhos lá estava eu deitada com uma do lado e a outra do outro, nem princesa Isabel poderia prever; a neguinha com duas sinhazinhas branquelas do lado, mas fato é que eu não pego ninguém,sou uma lésbica completamente fracassada, sem sexy appeal algum pra atrair mulher, e C e K tem um tesão enorme uma pela outra. Porém não perco a oportunidade de tirar umas casquinhas, e K adora me provocar, eu finjo que não quero, C finge que não liga e fica aquela putaria invulgar (acho que acabei de inventar essa palvra, mas dá pra entender né?), é mão no peito, mordidinhas na orelha, mão na bunda, beliscões, aranhões, beijinhos e no final(da minha parte), uma amizade deliciosa, sincera e perfeita para com as duas.
Amo vocês Branquelas!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Delírio


Dá o seu gosto de desejo
Dá os seus olhos de menino
Sem regra ou comprometimento
Sem se importar com que for vendo
Nossa sede de liberdade
Eu quero é dançar da forma que me der
A música expondo seu corpo à vontade
Nas incontáveis formas de se divertir
Dá o seu gosto de desejo
Dá o seu beijo despojado
Seus pensamentos mais intensos
O seu rosto de pecado
Nos gemidos que desordenam
Nas mãos que me fazem entender Adão
A música expondo seu corpo ao delírio
Nas incontáveis formar de se divertir

Vanessa da Mata
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Delícia de canção!
Eu quero!!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Misty


"Há mais coisas entre o céu e a terra do que julga a nossa vã filosofia"

Já disse William Sheakespeare, em Hamlet.
E a cada dia tenho acreditado mais nisso, essa sujeição ao que está fora do controle humano, os males que a medicina não soluciona, a depressão, a loucura, a perturbação espiritual...
Tudo isso me entristece, vejo a "máquina" humana como algo tão minimamente perfeito, tão capaz, e de repente por isso ou por aquilo, e até mesmo sem causa aparente, perde-se o juízo, inicia-se um processo de involução quando ainda há tanto a se fazer, tanto pra viver.

Eu me nego à sujeição desses males psiquicos e espirituais, pro inferno com o histórico de loucura e depressão na minha família, eu sou um ser individual, Deus me deu capacidade de pensar, de me cuidar sem qualquer "tan" ou "pan" da indústria farmacêutica, sem qualquer óleozinho ungindo por sei lá quem, ou copo de água consagrado ou benzido pelos exploradores da fé alheia.

Eu tenho fé em mim e nas capacidades que Deus me deu!

Aos Horácios da minha vida devo um bom tanto da minha felicidade.

E que as minhas insanidades sejam sempre concientes!!

domingo, 15 de novembro de 2009

Smells Like Teen Spirit



Cássia Eller
PHODAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sempre


NAMORAR é preciso -com todo mundo, o tempo todo. Esse namoro de que estou falando não tem nenhuma conotação sexual -não necessariamente; é uma coisa leve, de um charme suave, que deveria existir entre todas as pessoas, em todos os momentos do dia, o que faria da vida algo de bem interessante. Namorai-vos uns aos outros deveria ser um lema: o amai-vos a gente deixa para depois, até porque é mais complicado.

Quando sentar num café e pedir uma caipirinha, no lugar de pedir com a cara amarrada, por que não começa já com um sorriso perguntando "será que vocês têm aqueles cajus maravilhosos para eu tomar a melhor caipirinha da cidade?" Se fizer isso, não tenha dúvidas de que vai receber uma resposta à altura -e também um sorriso- e a caipirinha vai ficar melhor ainda.

Uma amiga me contou que um dia, no aeroporto de Roma, pediu uma água mineral e quando perguntou quanto era, o garçom respondeu, olhando para ela bem dentro dos olhos: "Para você, 400 liras". Tudo bem, ela tinha marido, filhos, estava embarcando de volta para casa e não tinha a mais leve intenção de jogar tudo para o alto e viver um romance de amor, mas que gostou, ah, isso gostou.

A feira é um lugar onde esse charme existe o tempo todo. "Freguesinha bonita, prove um pedacinho do abacaxi, doce como mel, não existe nenhum igual ao meu." Não dá para resistir e você, que mora sozinha, compra logo seis, sem nem saber por quê.

Esse namoro, ou charme, ou flerte, não tem nada a ver com beleza, idade, posição social. É só pelo prazer, e pobres dos que são imunes a isso, não sabem o que perdem. Namora-se crianças de berço, gatos, cachorros, o macaco do jardim zoológico, e quando se começa, sempre há um retorno: faça a experiência e depois me diga.

Namorar não só ajuda a conseguir a informação de que se precisa com mais facilidade como a conversa vira um grande prazer. Reservar passagem na véspera de um feriado prolongado é praticamente impossível, mas quando você recebe um não daqueles definitivos, pergunte ao funcionário como ele se chama e diga "Paulo, meu namorado está me esperando e você, que deve ter uma namorada, sabe que avião lotado não foi feito para gente apaixonada.

Pelo menos me ponha em lista de espera e jure que vai fazer o impossível para me colocar no voo". Dizendo isso com todo o charme do mundo, já conta com uma boa probabilidade de embarcar. Na pior das hipóteses, passou uns minutos bem agradáveis e ficou cheia de esperança -e isso não é bom?

Então, vamos começar, e já. Hoje é o primeiro dia de namorar todo mundo, começando pelo porteiro e chegando até ao flanelinha -é, até ao flanelinha. Se na hora de pegar o carro, cheia de sacolas, você, desesperada, nem cogita em tirar a bolsa e procurar aquele troco que, no fundo, não tem nenhuma obrigação de dar, abra um sorriso e diga "companheiro, estou sem trocado; não fique zangado, mas vai ficar para a próxima -desculpe, sim?" Garanto que ele vai dizer um "tudo bem, madame", bem legal, e até sorrir para você. E não é melhor a vida assim?

É uma maneira de viver que deve ser exercitada e que pode trazer resultados inesperados. Como as pessoas vão gostar mais de você, de repente dá até para reformular o que foi dito lá em cima, com ar de grande verdade: "Namorar, sempre, e sem nenhuma conotação sexual". Porque com essa conotação fica melhor ainda.
Isso se chama alegria de viver.

Danusa Leão
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Eu estou nessa fase de namoro total, vamos namorar galera!!!!!!!!!!!