(Venus)
...
Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.
O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.
Moska
domingo, 30 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Então meu amor, quem vai entender nosso amor?
Quem vai entender a minha maneira de amar?
Sabe às vezes esse amor me amarga
Não, não o amor, mas a maneira como as pessoas reagem à ele
A maioria são pegas assustadas, desconfiadas
Há que me redicularize por esse amor tão independente de...
Tão apesar de...
Oh meus deuses!
Amor é estado de graça, ja disse o poeta
E com amor não se paga
Às vezes fico rindo sozinha, lembrando-me dos seus pedidos:
"neguinha dá pra mim"
Não percebes que me dou por inteira?
Sei que sexo é um bom negócio, ja disse nosso Baleiro
Mas anjo, eu me dou pra você a todos os intantes
Independente de 4 paredes, de cama e lençóis
Independente até mesmo de presença de corpo
E recebes esse amor com tanta ternura que intriga as pessoas em volta
O mundo ja se acostumou com o velho amor formatado, sei lá por quem
O amor exclusivo, o amor onde tocar intimamente se resume ao sexo, o amor que prende e que morre por asfixia.
Recebo e percebo seu amor com a mesma intensidade com que te ofereço o meu
E sou feliz por, tão silenciosamente, conseguir me entregar pra ti
Não se aborreça com os outros, exercite sua compreensão
Pois eu sei que serei pra sempre sua, mas não quero ser a única.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Amor

Assim que abri os olhos a vi, com aquela carinha curiosa, parecendo que enquanto eu dormia fazia em mim alguma descoberta.
Sorri, como se dissesse bom dia, e em resposta ela beijou-me os lábios. Tornei a fechar os olhos, ela se aconchegou em meu colo e ficamos por um longo tempo em total silêncio. Enquanto eu afavaga os seus cabelos, ela me dava ternos beijos e carinhosas mordidas, eu ria...
De repente um fecho de sol bateu bem no meus olhos e eu busquei força naqueles raios para me levantar. Ela resmungou algo como uma criancinha aborrecida, joguei-lhe um beijo e fui escovar os dentes, comer algo, fumar um cigarro...
Ela permaneceu na cama, enquanto eu fumava pensava na perfeição do dia e da noite anterior, eu estava leve e profundamente feliz, ouvi ela cantarolando uma canção da Bethânia, e senti que a voz se aproximava, esperei pela chegada dela na porta
à minha frente, mas de repente ela fez silêncio e eu ja não podia acompanhar seu itinerário pelo timbre da voz, por alguns segundos silêncio e ausência, eu gritei; "nenem, me informa as horas?"
Mais 5 ou 6 segundos de silêncio e de repente um abraço pelas costas e sua voz suave aos meus ouvidos cantava me respondendo: "depois de ter você, pra que querer saber que horas são?"
A beijei com paixão e desejei eternizar aquele momento.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
~~~~~~~~
O desejo é instantâneo.
O sexo é um subproduto do amor.
E o amor me é completamente essêncial.
O sexo é um subproduto do amor.
E o amor me é completamente essêncial.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Contrações
domingo, 16 de janeiro de 2011
Libertação poética II
Eu realmente não tenho qualquer pretensão em relação a poesia que existe dentro de mim.
Eu a reconheço como parte do que sou, mas desconheço por completo a sua extensão. Então ela não é minha, eu é que sou dela e só ela sabe até onde me levará.
Hoje eu sei que ela é meu abrigo e é assim que ela me serve; como um abrigo em minhas tempestades, e isso me basta.
Um dia talvez ela me dê asas, mas tudo ao seu tempo, afinal efêmero sou eu, ela é eterna.
*****************************************************************
Tarde cheia de energias boas.
Cachoeira com Jeane, Aline,Paulinho, Pat e "Belchior".
Apesar da melancolia mensal, foi MUITO bom!
Eu a reconheço como parte do que sou, mas desconheço por completo a sua extensão. Então ela não é minha, eu é que sou dela e só ela sabe até onde me levará.
Hoje eu sei que ela é meu abrigo e é assim que ela me serve; como um abrigo em minhas tempestades, e isso me basta.
Um dia talvez ela me dê asas, mas tudo ao seu tempo, afinal efêmero sou eu, ela é eterna.
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Tarde cheia de energias boas.
Cachoeira com Jeane, Aline,Paulinho, Pat e "Belchior".
Apesar da melancolia mensal, foi MUITO bom!
Vambora

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Prá mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva...
Ainda tem o seu perfume
Pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara?
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz...
Ainda tem o seu perfume
Pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara?
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas...
(Adriana Calcanhotto)
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01:46 da madrugada, e em meios à alguns corpos espalhados pela casa, eu, que permaneço sobria depois de um dia inteiro de "rock", continuo sem sono e assisto pela milésima vez o dvd da Adriana Calcanhotto e ainda me emociono com a música "vambora".
domingo, 9 de janeiro de 2011
Estranho

O que eu sinto a respeito dos homens é estranho
É extranho como é frio é estranho como perdi a fé
É extranho como é estranho perguntar um nome
O que eu sinto a respeito de nós é estranho
É estranho como é triste é estranho como olhar pra trás
É estranho como é estranho esquecer um nome
Eu amei e acho que algumas vezes ela também me amou
Só que o prazer é tão curto
(Só que esquecimento é tão longo)
O que penso a respeito de tudo é tão estranho
É estranho como é simples é estranho como essa canção
É estranho como é estranho sussurrar um nome
(Nenhum de nós)
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
...

Dá-me a alegria
Do poema de cada dia.
E que ao longo do caminho
Às almas eu distribua
Minha porção de poesia
Sem que ela diminua...
Poesia tanta e tão minha
Que por uma eucaristia
Poesia eu fazê-la sua
"Eis minha carne e meu sangue!"
A minha carne e meu sangue
Em toda a ardente impureza
Deste humano coração...
Mas, ó Coração Divino,
Deixai-me dar de meu vinho,
Deixai-me dar de meu pão!
Que mal faz uma canção?
Basta que tenha beleza...
Mario Quintana (1906-1994
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Promessas 2011

Quantas eu conseguirei cumprir?
Parar de fumar
Ler mais
Escrever mais
Tirar habilitação
Praticar alguma atividade física
Mudar maus hábitos alimentares(menos carne, mais legumes)
Diminuir a coca-cola
Sorrir mais
Chorar menos
Reciclar tudo que for possível
Buscar e encontrar novas e boas amizades
Amar...
Brincar mais com os filhotes
Cuidar mais da aparência(depois dos 30 vaidade é necessário)
Enfim; cuidar mais de mim, fisicamente e espiritualmente.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Verso de entreter-se
domingo, 2 de janeiro de 2011
Sudoete
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